Com as recentes enchentes em Guarulhos, a Prefeitura intensifica a orientação sobre os riscos da leptospirose, doença transmitida pela bactéria Leptospira, encontrada em água ou lama contaminada pela urina de roedores. Em 2024, o município registrou 13 casos confirmados e dois óbitos, e em 2025, três casos já foram confirmados, com duas mortes. A prevenção é essencial para evitar novos casos.
Entre as recomendações estão evitar o contato com águas e lamas das enchentes, não nadar ou beber água de fontes duvidosas, e cobrir ferimentos com bandagens impermeáveis. Quem precisar entrar em contato com águas contaminadas deve usar botas e luvas para minimizar os riscos. Além disso, a água deve ser tratada antes do consumo, seja fervendo ou utilizando hipoclorito de sódio.
Os sintomas da leptospirose incluem febre alta, dores musculares (especialmente nas panturrilhas), náuseas, e cansaço. Em casos graves, pode ocorrer insuficiência renal ou sangramentos. O diagnóstico precoce é crucial, e os sintomas podem surgir entre 7 e 14 dias após o contato com águas contaminadas.
Caso apresente sintomas suspeitos, a Prefeitura orienta que a pessoa procure imediatamente uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação médica. O diagnóstico é feito por meio de exames de sangue, e o tratamento pode envolver antibióticos e medidas de suporte.
Outras medidas incluem a lavagem das mãos com água tratada antes de manusear alimentos, a desinfecção de objetos e superfícies após as enchentes, e a comunicação com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) caso sejam avistados roedores nas proximidades.
A Prefeitura disponibiliza mais informações através da “Nota informativa: Recomendações e Orientações para o Período Sazonal da Leptospirose”, no site oficial. A prevenção é a chave para evitar a disseminação da doença e proteger a saúde da população.