Dezoito estados americanos entraram com um processo contra a ordem de Trump que visa restringir a cidadania por nascimento a filhos de imigrantes não autorizados. A medida é considerada inconstitucional por especialistas e abre caminho para uma batalha judicial histórica.
Os estados argumentam que a ordem viola a 14ª Emenda, que garante cidadania a todos os nascidos em solo americano. Líderes estaduais afirmam que a decisão compromete os direitos fundamentais e alimenta a divisão no país.
A Casa Branca defende a medida como um esforço para proteger a soberania e controlar a imigração. Contudo, críticos apontam que a ordem busca agradar eleitores conservadores e pode gerar impactos sociais e econômicos negativos.
Analistas jurídicos acreditam que o caso chegará à Suprema Corte, onde sua decisão terá implicações duradouras. Até lá, a incerteza paira sobre milhares de famílias imigrantes em situação vulnerável nos Estados Unidos.
A disputa reforça os desafios da imigração no cenário político americano, acentuando as diferenças entre estados progressistas e conservadores. O desfecho moldará não apenas o futuro da cidadania, mas também o equilíbrio entre direitos e política.